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Capitulo 11 Conexão Elemental

  O céu ainda era azul, mas as nuvens come?avam a se formar com mais densidade, como se a própria atmosfera estivesse reagindo à presen?a que crescia ali. O vento mudou de dire??o. O mar perdeu o ritmo constante e passou a bater nas pedras de forma irregular.

  Evan se sentindo. N?o era apenas adrenalina. Era alinhamento.

  Seus olhos n?o apenas brilhavam; pequenas descargas elétricas estalavam nas íris, faíscas azuis que se expandiam e retraíam como pulsa??es. Um filme translúcido de energia envolvendo seu corpo, fino como vapor, mas denso o suficiente para distorcer levemente o ar ao redor.

  Ele fechou os punhos. Respirou uma vez.

  Os Sussurros se posicionaram ao mesmo tempo, sincronizados. As correntes pendiam próximas aos punhos, laminas curvas reluzindo sob a luz da manh?. O líder de máscara de alce manteve-se atrás, imóvel, avaliando.

  Evan n?o esperou. Desparou.

  O deslocamento foi quase invisível. A sob areia seus pés explodiu para trás e ele cruzou a distancia em um instante. O Sussurro mais recuado avan?ou para interceptá-lo, adaga curta surgindo da manga em um movimento limpo e direto ao peito.

  O impacto veio.

  A lamina uma esfera elétrica que surgiu no último segundo, comprimida contra o destino de Evan. A ponta da adaga pressionou a barreira, rangendo, mas n?o atravessou. A energia for?ou a lamina para trás, vibrando violentamente.

  Evan girou o corpo no ar com fluidez inesperada. O chute veio acompanhado de um estalo de ilumina??o, n?o um raio que caía do céu, mas um jato concentrado que explodiu no momento do contato. O Sussurro foi lan?ado contra as pedras, deslizando e abrindo uma fissura no solo rochoso.

  O segundo n?o hesitou.

  Passou ao lado do líder, o manto negro se agitando, e cruzou as correntes à frente do corpo em um movimento seco, formando um X que avan?ou em dire??o a Evan como uma armadilha viva.

  Evan se interessa por uma esfera energética completa. As correntes batiam contra a superfície, tentando se fechar, tentando envolvê-lo. A press?o foi suficiente para fazer o ch?o sob seus pés ceder alguns centímetros.

  Ele expandiu.

  A esfera explodiu para fora em um pulso circular que dispersava as correntes, arremessando-as para os lados. Elas n?o se quebraram — apenas recuaram, vibrando, como se estivessem irritadas.

  Evan avan?ou antes que o adversário pudesse reorganizar o ataque.

  Os golpes foram encontrados no meio do caminho. Lamina contra energia. Corrente contra descarga elétrica. Cada impacto reverberava pelo litoral, fazendo as pedras estremecerem. A cada soco que Evan conectava, jatos de raios escapavam em todas as áreas, atingindo o ch?o como arcos de solda, abrindo crateras rasas e levantando fragmentos de rocha.

  N?o era mais um simples confronto.

  A superfície come?ou a ceder sob a press?o dos impactos sucessivos. Fissuras se espalharam como veias, correndo em dire??o ao farol. Uma delas atingiu a base da estrutura, o que é de maneira preocupante.

  O Sussurro tentou se salvar, saltando para trás, mas Evan o perseguiu.

  O líder finalmente se moveu.

  N?o correu, o bra?o e a m?o esquerda se deformaram, os dedos alongando-se até assumirem o formato de uma garra curva, feita de uma matéria escura que parecia absorver a luz ao redor. A outra m?o se abriu e uma superfície translúcida come?ou a se formar diante dele, n?o como uma esfera assustadora que Evan criou instintivamente, mas como um escudo perfeitamente delineado, com contornos definidos, sólido, controlado ao extremo. Aquilo n?o era energia brutal. Domínio da Era.

  A garra disparou.

  N?o voou sozinha — estava presa a uma corrente que se desenrolou no ar com um som metálico agudo. Evan desviou por pouco, o vento cortando seu rosto quando a lamina passou a centímetros. A corrente se esticou até o limite e a garra atingiu o farol com violência suficiente para abrir uma fissura vertical na estrutura branca.

  Evan n?o te.

  Avan?ou.

  Tentou um golpe direto, concentrando eletricidade no punho, mas o escudo translúcido absorveu o impacto. A descarga deixou-se pela superfície do escudo como água atingindo vidro, vibrando, mas sem atravessar.

  Ent?o ele viu a corrente.

  E segurou.

  No instante em que seus dedos se fecharam ao redor do metal, uma energia elétrica disparou como um reflexo natural. N?o foi algo pensado. Foi resposta. A corrente iluminou-se em azul intenso e, como se o próprio céu estivesse esperando esse caminho, um raio caiu direto sobre o líder.

  O impacto foi brutal.

  A luz do farol explodiu no mesmo segundo, estilhando-se para fora. O céu, que ainda lutava para permanecer claro, come?ou a escurecer rapidamente, nuvens se acumulando em espiral acima delas. O ch?o vibrou sob as botas de Evan, como se estivesse acontecendo algo.

  Os Sussurros sentiram.

  A gravidade do ar mudou.

  A estática era quase visível, ondulando como calor sobre as pedras.

  Agora eles n?o enfrentaram apenas Evan.

  Enfrentavam o perímetro.

  O líder foi arremessado para trás pelo raio, mas os dois Sussurros o seguraram no ar com uma energia roxa que os mantinha suspensos. Reorganizaram-se quase instantaneamente e atacaram juntos. Laminas, garras e correntes avan?aram em um único movimento coordenado.

  Evanpu.

  Uma lamina raspou seu ombro, outra passou cortando o ar à frente do rosto. Todas as investidas que n?o alcan?aram o objetivo atingiram o objetivo, que já comprometeram, come?aram a ruir. As correntes se fixaram na estrutura quebrada e, com um pux?o violento, arrancaram grandes blocos da torre em dire??o a ele.

  O farol desabou.

  Evan foi atingido por uma das partes e lan?ado contra o ch?o. Mas quando tocou o solo, a estática acumulada reagiu. A energia espalhada por Evan subiu por suas costas como um impulso natural. O ch?o o lan?ou de volta para o alto. O ar era dele. O solo era dele.

  Quando se aconteceu novamente, flutuando por um breve segundo, os três estavam praticamente diante dele, prontos para concluir o ataque.

  O socorro.

  Quatro raios caíram quase simultaneamente.

  Dois determinam o líder.

  Um em cada Sussurro.

  A descarga foi t?o precisa que pareceu calculada. Os corpos ficaram rígidos, presos entre o clar?o e o eco do trov?o que chegaram depois.

  Evan n?o hesitou.

  Aproveitou o intervalo mínimo.

  Desceu como um projétil.

  Em milésimos de segundo, foi sequência pura: raio, raio chute, raio, raio — o impacto ainda vibrando — e ent?o um único golpe.

  Um chute giratório carregado de eletricidade especifica??es que liberam um jato cortante de energia azul. A descarga atravessou os três ao mesmo tempo, n?o como lamina física, mas como ruptura de campo. A energia roxa que os sustentava era rasgada, assustadora.

  Eles foram lan?ados para longe, atravessando o ar como sombras despeda?adas.

  O litoral ficou em silêncio por um segundo.

  Apenas o som do mar retornando às pedras.

  Evan pousou sobre o que restava do ch?o, respirando fundo, a eletricidade ainda percorrendo sua pele.

  Ele apresentou a cabe?a e sentiu a energia mudando de frequência.

  N?o foi aumento de intensidade.

  Foi mudan?a de textura.

  Atrás dos três Sussurros que ele havia lan?ado para longe, o ar se rasgou. N?o como explos?o, n?o como portal aberto — mas como uma linha fina sendo puxada por dentro. A realidade pareceu deslizar alguns centímetros para o lado.

  E deles escorreram mais três.

  N?o saltaram.

  N?o caiu.

  Escorreram.

  Como sombras líquidas atravessando uma fissura invisível no espa?o.

  Se posicionaram sem pressa. Dois avan?aram imediatamente, os outros giraram as correntes com laminas presas às pontas, prontos para lan?ar. O líder estava atrás, observando, como se aquilo fosse apenas uma etapa.

  Evan se moveu antes que pensasse.

  Desviou do primeiro golpe, rodou o corpo e rebateu uma adaga com o antebra?o envolto em eletricidade técnicas. Chutes e laminas cruzaram o ar em sucess?o rápida. Ele saltava entre crateras recém-abertas, usando rochas quebradas como apoio, enquanto descargas elétricas iluminavam o cenário devastado.

  Ele era habilidoso.

  Treinado.

  Refinado pela academia.

  Mas aquilo já ultrapassava a técnica.

  Ent?o a voz voltou.

  Suave.

  Próxima.

  Quase fácil.

  — Evan... n?o contém. Você está sentindo o poder das sensa??es. Deixe fluir. Você sabe dirigir. Livre... controle... ataque.

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  O timbre era masculino.

  Familiar.

  Mas é impossível de considerar.

  O peito de Evan queimou — mas dessa vez n?o era dor. Expans?o da era. Energia comprometida encontrando caminho.

  E algo diferente se misturou com a eletricidade.

  N?o era ilumina??o.

  Era peso.

  Densidade.

  Uma for?a que lembrava a de Pedro.

  Ele sentiu a terra correr por dentro dele como se houvesse corrente sanguínea.

  Muita informa??o, mas pouco tempo para entender.

  Ele agiu.

  Um soco direto no Sussurro mais próximo o lan?ado contra as pedras. O outro conseguiu la?ar seu bra?o com a corrente, puxando-o para trás. Evan reagiu instintivamente: o punho atingiu o ch?o.

  Três placas de rocha se ergueram em sequência perfeita, como degraus subindo uma escada no ar. N?o flutuaram — apenas subiram com violência, impulsionadas pela for?a do impacto.

  Em milésimos de segundo, Evan deixou o Sussurro preso pela corrente e saltou sobre o último bloco erguido. Encontraram-se suspensos no ar, o segundo bloco come?ando a ceder sob o próprio peso.

  Evan chutou.

  O Sussurro foi lan?ado para o terceiro degrau, que já despencava. Evan o atingiu na queda, desferindo um soco carregado que atingiu tanto o inimigo quanto o bloco de pedra.

  A explos?o contra o solo abriu mais uma cratera.

  O ch?o vibrou.

  O socorro.

  Raios come?aram a dan?ar entre as nuvens que giravam acima delas, formando um redemoinho cada vez mais denso.

  Ent?o todos vieram.

  De uma vez.

  Correntes, laminas, garras.

  O vento aumentou, levantando poeira e fragmentos de pedra. Cada golpe de Evan fazia o ch?o subir mais, n?o lateralmente — apenas verticalmente. Placas inteiras de terra e rocha se erguiam como colunas que logo se despeda?avam em fragmentos menores, depois em cascalho, depois em areia.

  Tudo subia.

  Nada se espalhava.

  Era como se a gravidade estivesse sendo invertida apenas naquele ponto. A paisagem escondida atrás de uma cortina crescente de terra suspensa e reapareceu quando a terra caiu.

  Mesmo sem enxergar, Evan sentiu. A energia dos Sussurros vibra diferente da sua. Ele desviava por instinto, respondia com precis?o, mas a cada segundo mais correntes se enrolavam em seus bra?os e pernas.

  O metal n?o se rompia.

  Que material era aquela?

  Cinco Sussurros o envolveram por completo.

  As correntes giraram ao redor do corpo, comprimindo.

  N?o havia mais ch?o sob eles.

  Estavam suspensos no ar, sustentados pela energia roxa que fluía sob os pés dos Sussurros como fuma?a sólida.

  Evan canalizou o máximo que poderia.

  Dois raios caíram direto sobre ele.

  A descarga percorreu as correntes e eletrocutou os Sussurros simultaneamente. No exato momento em que o primeiro raio o atingiu, o que restava do solo explodiu para cima — n?o para os lados. Apenas para cima. Como uma riqueza vertical.

  O segundo raio ampliou o efeito.

  Colunas de terra e areia subiram ainda mais alto, formando uma muralha circular crescente.

  Mas já era tarde.

  O líder dos punhos cerrados, envoltos em chamas roxas densas. A energia percorre as correntes como o sangue inflamado. As correntes acenderam. Os corpos dos Sussurros também.

  A mesma chama.

  A mesma que havia imobilizada Anne.

  Evan n?o percebe nenhum instante em que sentiu sua própria energia fraca.

  A eletricidade n?o responde.

  A for?a da terra n?o responde.

  A chama roxa n?o queimava — anulava.

  Agora ele entendeu.

  Era por isso que Anne n?o reagiu.

  Ele estava suspenso no ar, preso por cinco Sussurros esticados ao limite, cada um sustentado por plataformas de energia roxa invisível.

  O líder come?ou a caminhar.

  Sob seus pés, superfícies de luz roxa se formavam uma após a outra, criando degraus no vazio.

  Uma adaga surgiu em sua m?o.

  A lamina ardia em chamas roxas.

  Evan prendeu a respira??o.

  Eles n?o iam levaram-lo.

  Eu sou matá-lo.

  Luiz estava certo?

  O plano sempre foi esse?

  O líder se aproximava.

  Passo após passo.

  A adaga levantando-se lentamente.

  O vento cessou.

  O redemoinho de terra suspensa come?ou a desacelerar.

  Ocesso escuro.

  


  


  Evan fechou os olhos, ainda suspenso no ar, preso pelas correntes que o mantinham esticado sobre uma enorme cratera que ele próprio havia criado. A água do mar come?ava a invadir o buraco lentamente, preenchendo-o como um processo natural de eros?o acelerada. A borda desmoronava em silêncio, enquanto o vento rodava cada vez mais forte.

  Ele se lembrou do sonho. O mesmo sonho. Sempre o mesmo; Caminhava até a ponta do precipício, o vazio abaixo, a queda finalmente. Será que era disso que se tratava?

  Era ali?

  Ent?o a voz veio novamente.

  Suave.

  Próxima.

  — Conduz o fluxo. N?o controle para limitar... controle para dirigir e liberar. Eles chegaram. Conduza-os.

  Abaixo de seus pés, surgiu uma plataforma de energia roxa, sustentando-o como se fosse parte da própria estrutura dimensional dos Sussurros. Mas dessa vez ele n?o sentiu apenas conten??o.

  Sentiu resposta.

  Uma for?a absurda come?ou a crescer em seu peito. O vento rodopou com mais violência. O céu girava acima deles como um redemoinho sendo puxado para baixo.

  O primeiro raio caiu.

  Como correntes em.

  O líder virou o rosto no mesmo instante.

  E Evan os viu.

  Correndo.

  Seus amigos avan?aram em dire??o a cratera com velocidade impossível. Os olhos acesos. Uma aura fina envolve cada um deles.

  Pedro — laranja queimada.

  Gra?a – roxo claro.

  Crist – azul profundo.

  Luiz — branco intenso.

  Beth — rosé dourado.

  Maisa — verde translúcido.

  Vinham como se o próprio ch?o os empurrasse.

  Evan cerrou os punhos.

  Só esse gesto fez uma energia descomunal subir verticalmente. água e terra passaram a se erguer como uma cortina sólida, encurralando os Sussurros e ocultando por um instante a vis?o do grupo.

  Sua aura agora ardia em chamas elétricas azuis.

  Ent?o, como uma explos?o controlada, uma cortina de terra se abriu em seis rasgos perfeitos.

  E por cada abertura, um deles surgiu.

  O tesouro finalmente desceu.

  Um tornado fechou-se sobre a cratera e caiu exatamente no centro do buraco, afunilando o espa?o e abrindo ainda mais as laterais. A batalha passou a acontecer no olho do ciclone.

  Eles atacaram ao mesmo tempo.

  Grace projeta uma plataforma translúcida sob o grupo. Beth posicionou-se de costas para Evan e expandiu um manto rosé dourado que envolveu todos, entrela?ando suas energias como um campo de ressonancia coletiva.

  Evan subiu mais alto.

  Come?ou a girar lentamente no centro, espalhando descargas elétricas em todas as dire??es. Os raios atingiam seus amigos também — mas o campo de Beth absorveu o impacto, convertendo aquilo em impulso.

  Pedro se encaixou no líder.

  Foi arremessado contra a plataforma de Grace, mas girou no ar e caiu de pé. Seus bra?os resistiram, as veias brilharam sob a pele.

  Ele falou com uma voz que nenhum deles já havia ouvido:

  — FLORE?A!

  Cinco raízes gigantescas explodiram das bordas da cratera, subindo em dire??o ao centro como serpentes vivas. Encontraram-se acima do grupo e conseguiram se entrela?ar — n?o fundidas, mas homologadas.

  Evan, n?o centro, .

  Ele n?o criava.

  Ele direva.

  Beth estendeu as m?os e manteve cada um para uma das raízes. Os Sussurros também foram arrastados pela mesma for?a gravitacional invertida.

  Antes que caísse, o combate recome?ou.

  Agora um contra um.

  Pedro golpeava o líder com socos que soavam como pedregulhos sendo lan?ados por catapultas. Cada impacto fazia brotar galhos grossos nas raízes ao redor, folhas laranjas incandescentes surgindo como outono em chamas.

  Grace se moveu no primeiro ramo que cresceu lateralmente. Seus socos rápidos eram acompanhados por raios violeta-rosados ??que rasgavam o ar. Onde tocava, brotava galhos finos com folhas luminosas da mesma cor.

  Maisa prendeu seu oponente em cinco bols?es de ar que giravam cada membro em alternativas opostas. Ao redor dela, folhas verdes cristalinas cresceram como vidro vivo.

  Crist apontou na dire??o ao mar. Seus golpes n?o precisaram tocar diretamente — ondas de choque feitas de água explodiram contra o Sussurro, mais densas que pedra. A cada impacto, galhos azuis-escuros se estendiam para o oceano.

  Luiz, no ramo mais alto, lutava sob relampagos que simplesmente respondiam ao ritmo de seus socos. Agulhas de luz giravam ao redor dele, e folhas brancas nasciam a cada clar?o.

  No centro, Evan continuou girando, conduzindo as raízes que agora se ramificavam para lados opostos — duas para o continente, uma para o mar, outra curvando-se para cima, outra expandindo-se horizontalmente.

  Era uma árvore.

  N?o perfeito.

  Mas inconfundível.

  Criada sobre o buraco que fiz aberto.

  Beth permanece na base, controlando a gravidade e a conex?o elementar e energética entre todos. A cada golpe final, um raio correspondente ao cor de cada poder da descida do céu e atingia os Sussurros. Quando a última ramifica??o se estendeu, no ponto mais alto onde Luiz lutou, o entrela?amento se completou.

  A árvore de cada.

  Evan cessou o giro.

  O tornado desacelerou.

  Pedro desistiu o que parecia ser seu último golpe.

  E ent?o, um a um, os Sussurros se lan?aram para trás e desapareceram no ar — dissolvendo-se como fuma?a sugada por uma fenda invisível.

  O vento cessou e o ciclone desfez-se. O céu voltou a subir, clareando lentamente.

  O cenário n?o era mais o mesmo.

  O farol de destrui??o.

  O litoral redesenhado.

  Uma cratera preenchida pela água.

  E agora uma espécie de árvore que n?o deveria existir ali.

  Mas agora existe.

  Evan caiu lentamente.

  O silêncio.

  E dessa vez...

  a voz também ficou em silêncio.

  


  


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